Dia a dia

Neues Jahr, neues Leben (Ano novo, vida nova)

  Sempre achei muito fácil e lógico dividir o ano em duas grandes comemorações: meu aniversário – que é em julho (23), junto com o do Tiago (28) e com o do nosso casamento (27) – ou seja, um festão só! – e Natal/Ano Novo. Então, como vivo sempre à espera da chegada dessas duas datas, o tempo passa rapidinho: meio de ano, fim de ano, meio de ano, fim de ano…

No meio do ano, sinto como se 23 de julho só existisse por minha causa – acho até que o sol brilha mais bonito nesse dia justamente para ME felicitar. Rs! E o fim do ano, assim como para a maioria dos brasileiros, é para mim um enorme divisor de ciclos: minha vida neste ano e minha vida no por vir. Não que as coisas mudassem de um ano pra outro – geralmente, quase nada mudava -, mas psicologicamente é algo que funciona bem. “Ano novo, vida nova.” Ou, em alemão, segundo o Google Tradutor, “Neues Jahr, neues Leben” – se está gramaticalmente correto ou não, ainda não sei dizer.

Bom, o fato é que, em 2016, esse ditado brasileiro vai servir como uma luva pro Tiago e pra mim. Ano novo, país novo, idioma novo, casa nova, emprego novo, comida nova, rotina nova, clima novo, amigos novos, cultura nova, costumes novos, aprendizados novos, experiências novas, dificuldades novas, superações novas.

E apesar de tantas novidades, estou me sentindo mais curiosa do que nervosa (os nervos aqui já deram sinal de vida) para saber como serão as coisas por lá, especialmente neste primeiro ano. “Como será a nossa casa? Como será a nossa rotina? Como será o frio insuportável que todo mundo menciona? Quando será que vou conseguir dominar esse idioma tão peculiar?”

Para o idioma, aliás, estou “me dando” o ano de 2016 para aprender. Como não vou trabalhar nesse período, quero me dedicar o máximo possível para chegar ao próximo dezembro falando, pelo menos, o básico – e assim não depender (tanto) do Google Tradutor – especialmente para intitular meus posts. Rs!

Ainda não sabemos quanto tempo passaremos na Alemanha – e nem se vamos voltar a morar no Brasil um dia. Mas, independentemente disso, acredito que 2016 será um ano de transição. E, por isso, talvez seja um dos tempos mais difíceis para nós dois. É a fase de deixar as brasilidades de lado (sem abandonar nossas raízes) e mergulhar na “neues Leben” à nossa espera. De encarar as diferenças gritantes entre os dois países e tentar não cair na tentação de fazer aqueles tolos comparativos – “no Brasil, era melhor. No Brasil, era pior”. Acho que, nesse primeiro momento, essas comparações podem acabar  atrapalhando nossa imersão. Melhor nos concentrarmos em tudo o que o novo ciclo permite nos oferecer, aproveitarmos cada oportunidade e não nos lamentarmos pelas dificuldades – afinal, elas também existem por aqui (e eu já comecei a comparar…).

Então, quem sabe, daqui a um ano, já habituados ao lugar, ao clima (será?!), às pessoas e aos costumes, começaremos outro novo ciclo, esperando as novas aventuras de 2017 com a experiência de 2016. E 2018 com a experiência de 2017. E, assim, progressivamente.

É… A vida não para e também não nos permite ficar parados. Melhor aproveitar! Que venha a Alemanha! Ou, melhor, que ela nos espere, pois já estamos chegando! 

Ah! Sobre a imagem da tirinha que coloquei aqui neste post, vale lembrar que 2016 é ano bissexto! 😉

Glückliches neues Jahr! (Feliz Ano Novo, segundo o Google Tradutor).

Beijos!

 

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