Lugares

Sobre Berlim!

Oi, gentsss! Já fez uma semana que o Tiago e eu voltamos de Berlim, mas só agora me passou pela cabeça que eu poderia falar no blog sobre nossa viagem. Hehe! Desculpem… É coisa de blogueira iniciante (de primeira viagem! Rs!), que ainda não sabe direito o que postar! ^^

E, por causa disso, acabei não tirando fotos de todos os detalhes que via… Então, acho que esse post vai ter menos imagens do que Berlim, de fato, merece – já que cidade é ma-ra-vi-lho-sa e pede descrição com infinitas fotos para mostrar seus detalhes. Mas tudo bem… Espero voltar lá outras vezes. =)

Ah! Antes de começar a falar da viagem, quero contar uma novidadezinha: estou, finalmente, usando o Snapchat! Muita gente me perguntava se eu tinha – e eu até tinha -, mas eu não conseguia usar. Daí, resolvi aprender e pronto. Agora fico contando sobre minha rotina por lá também. Se quiser me seguir, procure por “aondeeuflor“. 😀

Então, vamos para Berlim?

Bom, o Tiago e eu passamos um fim de semana delicioso por lá. Escolhemos ir de carro, pois era uma maneira bem econômica de viajar – aqui, o combustível é barato e rende muito. Nosso carro, por exemplo, chega a fazer (fácil, fácil) 16 km/l. Há outros meios econômicos de viajar pela Alemanha, como ônibus, por exemplo. Porém, estávamos animadíssimos com a possibilidade de cruzar o país de carro (pela Autobahn!!!!), só nós dois. O trajeto durou quatro horas – velocidade média de 130 km/h – e foi bem divertido!

  
Mas só escolhemos essa alternativa porque o hostel em que ficamos hospedados fornecia vaga de estacionamento. Caso contrário, ir de carro não seria interessante, já que Berlim é uma cidade grande e, por isso, tem trânsito meio caótico e pouquíssimas vagas para estacionar na rua.

Lá, usamos somente transporte público – um sonho! Comprávamos bilhetes únicos para o dia (por 7 €) e íamos para todos os cantos rapidinho – de metrô, ônibus e metrô tram, que é algo semelhante a um bondinho. Neste site aqui há informações bem legais sobre o transporte público em Berlim, caso você esteja mais interessado.

Chegando ao destino, encontramos amigos muito queridos do Brasil!

  
Hospedagem

Ficamos todos hospedados em um hostel chamado “The Circus“. Gostamos muito da experiência e indico para quem deseja um bom lugar para se hospedar em Berlim. Foi uma opção BEM econômica, bem localizada (atravessando a rua tem metrô e, bem em frente, passa uma linha do metrô tram), além de ser um hostel limpo e organizado.

Não conseguimos ficar no mesmo quarto que nossos amigos, mas o Tiago e eu pegamos um quarto menor, de quatro pessoas. Então, conosco, dormiram outros dois caras de Londres. E foi super tranquilo, pois eles chegavam bem tarde (a gente já estava dormindo) e não fizeram barulho algum.

Ah! Só tem uma coisa estranha… Se você se hospedar em hostel aqui na Europa, não assuste (muito) se vir os caras andando de cueca e camiseta por aí… hahaha! Pelo que percebemos, é normal… Mas é claro que o Tiago não fez isso – muito menos eu, de calcinha! kkkk xD

   
 Passeios!

Vimos muita coisa bonita em Berlim! E não é para menos, pois, para todo lugar que você olha, há construções lindas e cheias de histórias para contar. Aliás, essa é a cidade mais histórica que eu conheci. O muro, os memoriais, os monumentos, tudo conta (com grande riqueza de detalhes) sobre um passado (recente) de guerras e reconstrução.

É inexplicável o valor que os alemães dão para seu passado histórico e é admirável a maneira engajada com que lidam com essas informações – sem medir palavras, aliás, para descrever sobre as atrocidades que praticaram. Isso, certamente, foi o que mais me impactou na cidade.

Bom, como fizemos um passeio vapt-vupt, vimos bastante coisa, mas de uma maneira bem rápida. Ah! A parte boa é que muitos pontos turísticos em Berlim ficam ao ar livre e, por isso, você não precisa pagar nada pra ver! Haha!

Veja aí nas fotos:

Portão de Brandemburgo

Nossa! Como é lindo esse portão! Pudemos vê-lo durante o dia e à noite, em que ele ganha uma iluminação toda especial. Recomendo a visita nos dois períodos!

Pelo que pesquisei, sua arquitetura começou a ser construída em 1789, mas foi consideravelmente destruído na Segunda Guerra, e restaurado posteriormente.

   
   
Memorial aos Judeus Mortos na Europa

Vale a pena caminhar e se deixar perder nesse lugar. É uma espécie de labirinto cheio de blocos de concreto, com algumas ondulações no chão e, pelo que entendemos, foi construído dessa maneira para gerar uma sensação de instabilidade e desorientação. Neste site aqui, há mais informações interessantes.

   
    
   
 Palácio do Reichstag – Parlamento Alemão

Tiramos fotos em frente ao Parlamento, mas infelizmente não conseguimos agendar a nossa visita (que é gratuita) para ver a parte interna. Por isso, esse passeio certamente fará parte do nosso próximo roteiro em Berlim.

   
   
Berliner Dom – Catedral de Berlim

Esse é outro lugar que vimos meio correndo, apenas por fora. É a igreja protestante mais importante da cidade e foi construída entre 1894 e 1905. Fica próxima à maravilhosa Ilha dos Museus de Berlim. Também foi alvo de destruição na Segunda Guerra e completamente restaurada depois.

   
   
 Muro de Berlim

Esse era o local que eu mais ansiava visitar na cidade. É que o Muro de Berlim não é apenas um muro, mas é “o muro” que eu tanto estudei na escola. Puxa! Eu já havia nascido quando houve a sua queda. É quase inacreditável o fato de que, há tão pouco tempo, a linda cidade que eu conheci no último fim de semana era totalmente dividida e assolada por uma barreira muito maior do que todo esse concreto. Por isso, esse foi um dos passeios que eu mais gostei e que mais mexeram comigo.

   
    
   
Jüdisches Museum Berlin – Museu Judaico de Berlim

Infelizmente, não tirei fotos da parte externa desse museu. É o maior museu judaico da  Europa e é constituído de dois prédios, sendo que um deles é em forma de zigue-zague que, por si só, recria um pouco da atmosfera cruel que assombrava os judeus durante o período do holocausto.

Em exposição, há muitos objetos e cartas de judeus, escritas nesse período tão obscuro. É dolorido de se ler.

E uma das obras que mais mexeram comigo foi a “Shalechet” ou  “Folhas Caídas”, do artista israelense Menashe Kadishman. Consiste em um espaço vazio com o chão coberto por 10 mil rostos ferro. Pisar sobre essas faces já é algo bastante assombroso, ainda mais com o barulho estridente e “frio” dos ferros chocando entre si. É de gelar a espinha.

   
 Topografia do Terror

Para quem gosta de estudar a história das Grandes Guerras e, especialmente, do Nazismo, esse lugar é um prato cheio, pois conta – com MUITA riqueza de detalhes – o que aconteceu entre os anos de 1933 e 1945. Há muitas fotos da época (algumas bem chocantes), vídeos e relatos terríveis sobre os acontecimentos.

Infelizmente, acabei não tirando fotos no lugar… 

Checkpoint Charlie

Na Guerra Fria, esse era um dos postos militares que separava a Berlim Oriental e a Berlim Ocidental. Servia como um ponto de controle para membros das Forças Aliadas e diplomatas.

Hoje em dia, há atores americanos no papel de guardas, que ficam tirando fotos e divertindo os turistas. Mas, para falar bem a verdade, achei essa atuação meio dispensável…

   
  
 Gendarmenmarkt

Gente, que lugar bonito! Se eu pudesse voltar no tempo, ficaria bem menos tempo no Checkpoint para poder apreciar mais essa praça maravilhosa com três construções de tirar o fôlego!

É que, na verdade, a Gendarmenmarkt não estava em nosso roteiro e acabamos parando ali perto das 18h, horário em que os prédios fecham para visitação.

A Gendarmenmarkt é a praça que situa a Konzerthaus (Casa de Concertos), a Französischer Dom (Catedral Francesa) e a Deutscher Dom (Catedral Alemã).

Esteticamente, foi um dos lugares que eu mais apreciei em Berlim. Há mais informações sobre esse lugar aqui.

   
    
    
 Campo de concentração de Sachsenhausen – Oranienburg

No domingo, separamos o dia para conhecer esse campo de concentração de Oranienburg, uma cidadezinha a poucos quilômetros de Berlim. O lugar é tudo aquilo que se ouve falar de um campo de concentração. Falar dele, hoje, chega a me dar uma reviravolta no estômago.

Há muita, muita, muita história sobre o lugar e sobre as atrocidades que ocorreram lá dentro. E, como a entrada é gratuita, nós alugamos audioguias (por 3 €), que descreviam cada parte desse campo. Por isso, lembro que, no dia, fiquei meio exausta e não consegui “digerir” tudo o que aprendi em tão pouco tempo. Mas, passados alguns dias, não me sinto muito bem só de lembrar de tudo o que vi. É, realmente, muito chocante.

   
    
    
    
   

  

Bom, gente, acho que consegui descrever um pouco do que vi e senti em Berlim. Eu espero ter outras oportunidades de voltar para poder apreciar essa cidade com mais calma. A viagem valeu muito a pena e eu recomendo!

Um beijo!
Lissa

 

 

 

 

 

 

 

 

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7 comentários em “Sobre Berlim!

  1. Oi, Li!!
    Adorei o seu post e pude relembrar um pouco da minha visita a essa cidade tão linda!
    Com certeza, vou voltar! Hehe
    Sobre o Memorial ao Judeus, além da sensação de desorientação por causa do chão, o guia (alemão) disse que os blocos irregulares representam as pessoas que morreram, desde bebês até idosos, por isso que cada um é de um tamanho.
    Não vejo a hora de ler a sua próxima postagem!! Beijos.

    Curtido por 1 pessoa

  2. Que post maravilhosoo! Amei poder ler sobre sua experiência! Amei as fotos! quero conhecer! hahahaha =)
    Aproveito e te comento que te indiquei a um prêmio que chama: Premio Best Blog! é para você falar onze coisas sobre você e responder onze perguntar que fiz no meu blog. Está em espanhol, mas já que eu amo seu blog, não podia não te indicar. Se quiser responder, tem que fazer aquilo que te falei =)
    Beijooo, Lissa!!

    Curtido por 1 pessoa

  3. Berlim é linda demais. Um berço histórico, dá vontade de saber mais e mais sobre cada cantinho. Quando estive lá, fiquei muito encantada com a cidade, pq além de ser uma cidade rica em cultura e história, é também extremamente moderna. Como poucas na Europa. Depois de Amsterdam, Berlim foi a cidade que mais tive vontade de ficar para morar.

    Adorei os textos. Sempre ótimos! Parabéns Lissa!

    Curtido por 1 pessoa

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