Lugares

Campos de lavanda e montanhas de tirar o fôlego – Férias na Provence, parte 2

Oi, gente! Hoje vou continuar contando para vocês como foram nossas férias na Provence e falar especificamente sobre como visitar os campos de lavanda, que definem muito bem o charme dessa região francesa. E, como o sul da França não é só lavanda, neste post vou mostrar outras belezas que vimos por lá, como um lago de água cristalina entre montanhas gigantes.

Ah! Além deste, há outros textos narrando partes dessa viagem:

– Post de introdução, resumindo nosso itinerário e contanto um pouquinho do que me motivou a preparar esse “roteiro perfeito” e onde busquei as informações para ele;

– Parte 1, sobre os dois primeiros dias de férias em Aix-en-Provence, cidade em que eu já havia morado alguns anos atrás – você pode ler clicando aqui;

– Parte 3, sobre o litoral sul da França: sol, mar, calanques e vento.

Campos de lavanda e montanhas de tirar o fôlego

terceiro dia: passeio por Gordes, L’Occitane e Manosque – se você quer ler sobre os campos de lavanda, desça mais este post e leia sobre o quarto dia de viagem

Na manhã da segunda-feira, nosso terceiro dia de viagem, Tiago e eu fizemos check-out do hotel, em Aix-en-Provence, e caímos na estrada. Mas o próximo destino, uma cidade chamada Gordes, não ficava tão longe assim. Foi um pouco mais de uma hora de viagem, que eu praticamente nem senti passar: as paisagens ao redor, com casinhas antigas e bem provençais, eram tão convidativas aos olhos, que pareciam ter saído de um livro de fotografias sobre a região.

Aliás, essa é uma boa dica que posso dar: na Provence, se você estiver com tempo, prefira estradinhas departamentais, que são simples e mais lentas, mas, geralmente, vão levar você por um caminho que é a cara do interior francês!

Pouco antes de chegar em Gordes, fizemos uma rápida parada em uma cidadezinha chamada Taillades, pois havia visto no blog Destino Provence, que havia ali um moinho bem bonito para ser fotografado. E foi o que fizemos, olhe que lindo:

Moinho_Taillades.JPG
Moulin Saint Pierre, na cidade de Taillades

Depois de ver essa belezinha, ainda havia outra parada muito estratégica para fazer antes de chegar em Gordes: o mirante da cidade. Para chegar até lá, bastou colocar “Town View Point Gordes” no GPS do celular e dirigir até encontrar um lugar cheio de carros e até ônibus de turistas parados para fotografar a bela paisagem.

mirante_gordes.JPG
Encontrei um espacinho em meio à multidão que também estava lá para fotografar a vista, e o Tiago garantiu essa foto com a cidade de Gordes ao fundo – é para lá que estávamos indo

Agora sim, estávamos indo direto para Gordes. Nosso objetivo era dar um passeio rápido pela cidade, que é bem pequena – como se pode ver na foto acima -, e encontrar um restaurante para comer ou um cantinho para fazer nosso “piquenique”, pois sempre carregamos comida conosco. 🙂

Gordes é um charme de cidade. Como suas ruas são todas no “sobe e desce” das pedras, fica até difícil distinguir o que é construção e o que é montanha. E, claro, aquele ar provençal também não falta por lá, especialmente agora, no verão: várias flores nas árvores e nas faixadas das casas traziam ainda mais beleza e aroma.

Para almoçar, encontramos várias opções, e até chegamos a sentar em um terraço de um restaurante. Porém, estava tão quente o lugar, que não conseguimos ficar por lá muito tempo. Pedimos desculpas e saímos, antes mesmo que a garçonete nos trouxesse o menu para a escolha dos pratos.

Uma sombrinha convidativa bem no centro fez a nossa felicidade! Encontramos um espaço para sentar – e ficar apreciando o vai e vem das pessoas, o que eu amo fazer! – e tiramos mais uma vez nossos lanches, guloseimas e águas da mochila.

E, como não havíamos feito uma refeição francesa, honrando o local, resolvemos o problema em uma sorveteria ali por perto, que oferecia, nada mais, nada menos, que sorvete de lavanda (!!!) aos clientes. É claro que eu experimentei uma bola!

sorvete_lavanda.JPG
Sorvete de lavanda

O sabor é suave, e o sorvete, refrescante. Quando a massa derrete na boca, a gente sente o aroma da lavanda, bem leve. Gostei! 😛

De barriga cheia, pegamos o carro e fomos conhecer outro ponto famoso da região de Gordes, Abbaye Notre-Dame de Sénanque, um monastério construído no século XII, mas que está ativo até hoje. Seus monges fabricam óleos de lavanda, licores e outros produtos vendidos no local.

Abbaye Notre-Dame de Sénanque.JPG
Abbaye Notre-Dame de Sénanque

O local, de fato, é muito bonito, e gostei de visitá-lo. Porém, confesso que estava com expectativas mais altas, pois esse é o máximo que dá para chegar perto do local e das lavandas e tirar uma foto assim, bem de frente. Por outro lado, até entendo, pois a quantidade de visitantes é enorme!

Depois de conhecer a abadia, voltamos novamente à estrada e dirigimos por mais uma hora e meia até a cidade de Manosque, onde está localizada a sede da L’Occitane en Provence. Havíamos agendado uma visita pela fábrica (a visita é gratuita, em inglês ou em francês, e deve ser sempre agendada com antecedência pelo site).

Bem… Sei que muita gente ama a marca, e eu também admiro muito a maneira como eles conquistaram o mercado mundial com princípios da fitoterapia, da aromaterapia e da sustentabilidade, aos quais eles são tão fieis. Mas confesso que, mais uma vez, estava com a expectativa altíssima para conhecer o local, e acabei saindo de lá um pouco frustrada, já que não sou assim tão fã dos produtos e nem a visita fez com que minha ideia mudasse. Mesmo assim, valeu a visita. 🙂

loccitane_en_provence
Em frente à sede da L’Occitane, na cidade de Manosque

Ao sairmos de lá, já era quase hora da janta. Fomos até o hotel para fazer check-in – ficamos hospedados em Manosque duas noites -, tomamos banho e saímos para comer.

Tive a impressão de que Manosque não é uma cidade tão turística como as demais que visitaríamos. Por isso, era mais agitada, no sentido de ter bastante moradores e trabalhadores se deslocando o tempo todo, e mais calma ao mesmo tempo, sem aquela multidão fotografando todos os cantos.

No restaurante onde jantamos, por exemplo, apesar de estar localizado bem no centro da pequena cidade, acredito que o Tiago e eu éramos os únicos turistas – ou, pelo menos, éramos os únicos estrangeiros.

Falando em restaurante, as refeições estavam ótimas! O nome do local é Aromavin, e eu infelizmente não tirei foto dos pratos e também não lembro mais exatamente o que pedimos. Só me recordo de que cada um de nós comeu entrada e prato principal e tomou vinho. A conta deu 72€, já com gorjeta.

Satisfeitos, voltamos para o hotel para descansar. Ah! Eu estava animadíssima para o passeio do dia seguinte!!

 

Quarto dia: Campos de lavanda e montanhas de tirar o fôlego – agora sim!!!

Campos_de_Lavanda

Finalmente, havia chegado o dia de conhecer os famosos campos de lavanda da Provence.

Acordei e já tinha tudo planejado: tirei da mala um vestido longo e bem bonito, que ganhei da minha mãe, fiz uma maquiagem leve, escolhi vários acessórios para me enfeitar e, claro, pus o chapéu na cabeça. Ah! Nos pés, coloquei o tênis sujo, mas confortável, pois ele seria necessário para caminhar melhor entre as lavandas e não iria aparecer nas muuuuitas fotos que faríamos nesse dia. E, na mochila, separei uma troca de roupa, pois acredito que aquela roupa não casaria bem com a programação mais esportiva da parte da tarde.

Eram mais ou menos 9 horas da manhã, quando partimos em direção ao Plateau de Valensole, uma das melhores regiões da Provence para visitar os belos campos de lavanda. Hospedados em Manosque, dirigimos apenas uns 20 minutos até encontrar os primeiros campos.

E é muito fácil perceber que estamos chegando, pois pelo caminho há várias placas para que os motoristas prestem atenção e tomem cuidado com os turistas e apaixonados pela lavanda. Afinal, na estrada, ao encontrar um campo bem bonito e roxinho, é só encostar o carro e caminhar pelo meio das flores. Se você for visitar os campos, vai ver bastante gente fazendo o mesmo. Mas fique tranquilo: os campos são enormes e há vários deles ao longo das estradas, uma mais bonito que o outro.

Uma precaução importante é sempre verificar se o carro está devidamente fechado e não há nenhum objeto de valor à vista, evitando furtos. Parece bobo dizer isso – ainda mais para brasileiros, já acostumados com essa prudência -, mas, ao chegar ao local, a gente fica quase hipnotizado pela beleza e pelo aroma das lavandas e não vê a hora de estar ali, no meião, do campo.

Campos_de_Lavanda_aondeeuflor.JPG
Eu me diverti muito nesses campos de lavanda! Ah! À direita, havia plantações de girassol!

Campos_de_Lavanda_Girassol.JPG

Campos_de_Lavanda_Girassol_2.JPG
Viram a abelhinha na flor?

Campos_de_Lavanda_2

Campos_de_Lavanda_3.JPG

Estar ali, entre as lavandas, é muito prazeroso! Os olhos da gente parece que ficam felizes ao admirar o roxinho a perder de vista. Nosso nariz, então, nem se fala! O aroma é forte em presença, mas suave, leve, bem agradável. E os ouvidos também ficam atentos, pois o barulho das abelhas também é constante.

Aliás, há muitas abelhinhas trabalhando por lá. Por isso, se você for alérgico e quiser visitar campos como esse, vale a pena tomar cuidado. Eu não sou alérgica e também não tenho medo delas, então foi tudo bem. Nem o Tiago e nem eu tomamos nenhuma ferroada.

Ah! Quem tirou essas fotos lindas foi o Tiago. Mas, se você quiser ver fotos ainda mais bonitas ou, melhor, quiser ser fotografado profissionalmente nesses campos, fale com a Natalia, do Blog Destino Provence, que realiza esse serviço.

Em alguns campos de lavanda, é possível ver montanhas lindas ao fundo. E era para aquela direção que iríamos em seguida: visitar a bela cidade de Moustiers-Sainte-Marie, cravadinha entre montanhas.

Moustiers-Sainte-Marie.jpg
Moustiers-Sainte-Marie. Reparem que, entre as montanhas, na parte branquinha da nuvem, há um pontinho que quase desapareceu na foto. Essa é a famosa estrela da cidade

Duas grandes atrações nessa cidade – além de toda a beleza natural e arquitetônica – são a igreja Notre-Dame-du-Beauvoir, aparecendo na foto, ao pé do monte da esquerda, e a estrela de Moustiers, presa por correntes de um lado ao outro das montanhas. Existem várias lendas para explicar a presença dessa estrela no local, e vocês podem conferi-las nesse relato lindo da Natalia sobre a cidade.

Tiago e eu subimos a escadaria até a igreja – confesso que eu quase desisti, mas a beleza do local me deu o empurrãozinho que eu estava precisando. A visão de lá de cima é mesmo recompensadora.

Moustiers-Sainte-Marie_alto.jpg
Valeu a pena ter subido, pois, lá do alto, dava para avistar a próxima atração do dia: o Lago de Sainte-Croix – viram ali, atrás das montanhas?

Depois do almoço – e de um sorvete delicioso de caramelo salgado! – não víamos a hora de chegar no próximo ponto do roteiro. Nossos olhos realmente trabalharam muito nesse dia: depois de ver lindos campos de lavanda na parte da manhã, iríamos apreciar a beleza do Lago de Sainte-Croix e das Gorges du Verdon (as montanhas que o cercam) por uma ângulo privilegiado: nas próprias águas, em um passeio de pedalinho!

Gorges_du_Verdon
Da estrada, já dava para ver os pedalinhos passeando pelas águas do lago. Era para lá que estávamos indo! 

Chegando ao lago, retocamos o protetor solar, vestimos roupa de banho por baixo, calçamos chinelos e levamos o essencial na mochila: (muita) água para beber, mais protetor solar, câmera e documentos pessoais (passaportes), necessários para alugar os pedalinhos.

E ainda bem que alugamos um por duas horas, pois apenas uma hora seria pouco para apreciar a vista. A companhia que escolhemos se chama L’Etoile, e o preço era 15€ por 1 hora. Ou seja, pagamos 30 € por duas horas.

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Que paisagem fantástica!

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Entramos na água, mas não era muito quentinha, não… Haha! Melhor ficar no pedalinho

Duas horas depois, com as pernas cansadas, mas felizes, voltamos para o carro e seguimos novamente ao hotel. E o melhor: dirigimos pela mesma estrada da vinda e, por isso, fomos apreciando toda a paisagem das montanhas e campos de lavanda novamente.

À noite, depois de um bom banho, estávamos bem cansados até para ir a algum restaurante. O Tiago teve a ótima ideia, então, de irmos a um Food Truck que, bem naquele dia da semana (terça-feira), estava estacionado perto do nosso hotel em Manosque. Pedimos os lanches e levamos para comer no quarto do hotel.

O nome do Food Truck escolhido é Brooklyn Foodz. Os donos são um casal super simpáticos: ele francês, ela nova iorquina. Os dois filhinhos fofos deles também estavam por lá e eram uma graça. E os lanches… Gente! Que delícia! Não esperávamos comer hambúrguer na França e, muito menos, tão saborosos assim. Valeu muito a pena!

E, depois de comer tão bem, enquanto assistíamos a algum jogo da copa (nem lembro mais qual era. Não era do Brasil, que não tinha perdido ainda), finalmente, era hora de dormir, pois no dia seguinte tinha mais lugar bonito para visitar!

Por isso, no próximo post, escrevo mais sobre a viagem, contando sobre os passeios em Cassis e em Marseille.

Beijos! :*

 

 

 

 

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