Dia a dia

Hospital na Alemanha – nossa primeira experiência

Olá! Há duas semanas, o Tiago e eu tivemos nossa primeira experiência em um hospital na Alemanha: ele passou por uma cirurgia para aliviar a sinusite e corrigir o desvio do septo.

Foram dias bem intensos, e a gente sentiu forte a dificuldade de estar longe da família, especialmente no pós-operatório, quando algumas complicações surgiram, e tivemos que lidar sozinhos com sua recuperação e com o jeito alemão de exercer a medicina.

Atualmente, já está tudo bem. Ele ainda está se recuperando de um hematoma que surgiu no septo nasal e afastado do trabalho até domingo. Acreditamos que nossa rotina volte ao normal na próxima segunda-feira.

Neste post, quero contar detalhadamente toda essa experiência, já que toda a nossa família e muitos amigos estavam sempre acompanhando de perto, ávidos por notícias. E, quem sabe, o texto poderá ajudar também outros brasileiros que precisem passar por procedimentos semelhantes aqui, na Alemanha

Pré-cirúrgico. Até aqui, tudo bem

Antes de passar pelo hospital, tudo foi como já esperávamos. Primeiro, ele se consultou com nosso Hausarzt – um clínico geral que acompanha de perto a saúde dos pacientes -, que o encaminhou a um otorrinolaringologista. Esse solicitou alguns exames para entender qual a gravidade dos problemas e orientar melhor o tipo de tratamento.

Um desses exames foi uma tomografia, que mostrou nitidamente os seios nasais bem congestionados e um desvio acentuado do septo. Diante das imagens, ficou claro que o Tiago necessitava de ambas as cirurgias.

Nessa época, ainda morávamos em Neumarkt in der Oberpfalz e estávamos de mudança para Nuremberg. Por isso, escolhemos um hospital que ficasse mais perto da nossa nova casa, e o médico otorrinolaringologista fez um encaminhamento do caso para a nova cidade. Com isso, foi preciso apenas ligar no hospital e agendar uma consulta preparatória para a cirurgia e uma provável data para a operação.

Faixada do hospital: Klinikum Nord Nürnberg. Essa é a entrada, que conserva o prédio original, de 1897. Depois dessa faixada, o hospital é enorme e possui outros prédios mais modernos

Primeiras impressões

Chegado o dia da consulta, o Tiago foi até o ambulatório do hospital na área de HNO, que em alemão é a abreviação de Hals-Nasen-Ohren (garganta, nariz e orelha, ou seja, otorrinolaringologia). Levou os resultados dos exames que havia feito e foi atendido por uma jovem médica, que colheu sangue, explicou como seriam feitas as cirurgias e respondeu perguntas sobre os procedimentos.

Uma das dúvidas que ele tinha antes da cirurgia era sobre o tempo em que ficaria no hospital. Já tínhamos conversado com várias pessoas do Brasil que também haviam passado pelos mesmos processos, e todos nos disseram que tiveram alta em um ou dois dias depois da operação. Porém, ficamos sabendo que seria diferente por aqui: o Tiago ficaria, no mínimo, 5 dias internado.  

Nesse dia, ele também conversou com um médico anestesista, para uma entrevista pré-cirúrgica, e com uma enfermeira da área, que explicou minuciosamente o que ele deveria fazer no dia da cirurgia, aonde deveria se dirigir, onde poderia deixar suas coisas e como funcionava todo o setor de internação. Ou seja, a primeira impressão que tivemos do hospital foi positiva, e nós ficamos um pouco aliviados da ansiedade. 

Quebra de expectativa 

A cirurgia ficou marcada para o dia 14 de novembro, quarta-feira. Tudo parecia organizado, e nós também nos organizamos o máximo possível para que essa “aventura” fosse o menos “radical” possível. Acordamos cedo e fomos até o hospital, ele em jejum. Chegamos antes das 7 horas da manhã, horário combinado com a enfermeira.

Subimos até o setor de internação da área de HNO, fomos atendidos pelas enfermeiras e conduzidos até o quarto, onde ele ficaria internado. Já havia ali a roupa que ele deveria vestir para a cirurgia (aquela “camisola” com fecho na parte de trás) e meias de compressão. E nos pediram para aguardar.

Aguardamos. Aguardamos muito. Aguardamos das 7 até as 14 horas (ele em jejum), quando uma médica responsável passou no quarto com uma notícia não muito animadora: “Senhor Russolo, infelizmente sua cirurgia não poderá ser realizada hoje. Houve emergências, e você foi reagendado para amanhã”.

Pra ser sincera, naquela hora, a gente não sabia se ficava desapontado ou aliviado. Desapontado pela quebra de expectativa e por precisar repetir todo o processo no dia seguinte. Mas, depois, ficamos felizes com a possibilidade de ele dormir mais uma noite no conforto de casa.

Agora, sim, o grande dia

No dia 15 de novembro, fizemos tudo igual ao anterior. Acordamos cedo e fomos até o hospital, ele em jejum. Novamente, chegamos antes das 7 horas da manhã, horário combinado com a enfermeira.

Fomos mais uma vez ao quarto da internação e esperamos das 7h até, mais ou menos, 11h. Já estávamos pensando no que faríamos, caso a cirurgia fosse novamente reagendada. Por isso, fui até conversar com a médica responsável pelo setor, pois estava me sentindo bem decepcionada com a demora. Mas ela me disse que o Tiago seria o próximo da fila, e que a demora era normal, já que a prioridade das salas cirúrgicas é das crianças.

Às 11h40, chegou a vez do Tiago. Uma enfermeira pediu, então, para que ele se preparasse, vestindo a “camisola” e as meias de compressão. Mais alguns minutinhos, e vieram buscá-lo.

Eu sabia que os procedimentos seriam simples. Mas ver o Tiago sendo levado ao centro cirúrgico me deixou com o coração apertado

Já no centro cirúrgico, alguns enfermeiros examinaram pressão e batimentos cardíacos. Depois, ele foi anestesiado. A operação durou, aproximadamente, 2 horas e meia.

Quando voltou para o quarto, ele estava sorrindo e se sentia bem, apesar de cansado. Não sentia dores, pois havia sido medicado. 

Que difícil explicar o que senti ao vê-lo de volta… Eu estava feliz, pois ele estava bem, mas ao mesmo tempo sentia angústia e compaixão por causa dos curativos. 

Naquela tarde, ele descansou bastante. À noite, começaram alguns desconfortos das dores e de tudo o que uma internação em hospital traz consigo. Para as dores, ele recebeu mais remédios. Para os demais desconfortos, era preciso paciência e tempo, afinal seria necessário ainda permanecer por, pelo menos, mais três noites no local.

Nem preciso dizer o quão ruim foi pra mim ter de deixá-lo sozinho e voltar pra casa. Não pude passar as noites ao seu lado, mas não havia restrições sobre permanecer com ele durante todo o dia, mesmo fora do horário de visitas. Por isso, eu ficava o máximo possível.

A parte “tranquila” do pós-cirúrgico

Mesmo com todos esses desconfortos, os dias seguintes à cirurgia, no hospital, foram relativamente tranquilos. Todas as manhãs, ele era consultado por um médico, para limpar o nariz e avaliar a recuperação. Na primeira manhã, já tirou os curativos e ficou apenas com duas plaquinhas de plástico presas por alguns pontos dentro das narinas.

A limpeza era feita com um sugador. Alguns médicos limpavam apenas por fora; outros, mais profundamente, e o Tiago dizia que via até estrelas de tanta dor. Tadinho…

Era sempre um médico diferente que fazia o atendimento. Hoje, brincamos que todos os médicos do setor já conhecem o nariz do Tiago, pois ele passou por vários. A postura deles também variava bastante. Alguns eram muito atenciosos, inclusive comigo. Outros, extremamente arrogantes, monossilábicos, sem muita delicadeza na hora de fazer a limpeza e davam as costas para mim, deixando bem claro que minha presença ali não era algo de muita importância. Nem preciso dizer a raiva que eu sentia…

Já nos quartos, os enfermeiros sempre passavam para ver se estava tudo bem e, às vezes, ele se queixava de dor e recebia algum medicamento. Se ele não estava dormindo, íamos até a entrada da ala de internação, para que ele passeasse um pouquinho e visse o dia lá fora através de janelas diferentes. Jogávamos juntos algum jogo no celular dele, e ele gostava de me ouvir contar sobre mil coisas que eu inventava na hora.

No mesmo quarto, havia outro paciente – eram sempre dois por quarto naquele setor. Tentamos interagir com ele, mas, talvez por dor ou por falta de vontade, ele não queria muita conversa. Até hoje, não conseguimos descobrir exatamente por que ele estava internado.

Três vezes por dia, o Tiago e o outro paciente recebiam as refeições. E esse assunto daria até um post à parte, pois achamos terríveis as escolhas alimentares disponíveis em um hospital. Havia salsichas, queijos gordos, pães duros, sopas de pozinho… Nada do que a gente considera muito saudável nem para comer em casa quando não se está doente. Tenho poucas experiências em hospitais no Brasil, mas acredito que a elaboração dos cardápios ganha de 7 a 1 da Alemanha.

Essa foi a “janta” em um dos dias de internação

Banho também é um tópico de muita divergência entre Brasil e Alemanha. Enquanto no Brasil os pacientes tomam banho todos os dias até quando fazem uma cirurgia de apendicite – como meu pai, por exemplo, que teve que tomar banho já no primeiro dia depois da operação -, no setor em que o Tiago ficou não havia chuveiros no banheiro do quarto. Ou seja, mesmo tendo feito uma cirurgia no nariz, ele não tomou banho durante todos os dias em que ficou internado. 

Havia, dois banheiros separados no quarto, um para cada paciente, mas apenas com vaso sanitário e pia. Lá fora, nos corredores, encontramos duas portinhas separadas onde ficavam apenas duas duchas. Ou seja, somente dois chuveiros para todos pacientes.

E, como fiquei com um pouco de nojo daquele lugar, acabei nem me informando para saber como funciona para o paciente poder tomar um banho. Não sei se é a equipe do hospital que diz a ele para ir até lá ou se o próprio paciente pode pedir para usar o chuveiro. Achei esquisito…

A volta para casa, #sqn

Na manhã da segunda-feira, o Tiago finalmente recebeu alta. Teve que passar por um dos médicos para limpar o nariz novamente, e logo em seguida recebeu alguns papeis, com um pedido de afastamento de uma semana do trabalho, e a autorização de saída.

Ele se sentia bem, mas estava exausto, queria muito vir pra casa e descansar. Eu estava radiante, pois não via a hora de tê-lo de volta e de poder cuidar dele aqui com bastante tranquilidade. Mas nem imaginávamos quão agitada a semana seria.

Passamos bem a primeira noite dele em casa e, na terça-feira, tínhamos uma consulta agendada com o otorrinolaringologista que havia pedido a cirurgia. Fomos até lá e descobrimos que, infelizmente uma das narinas não estava se recuperando como devia. Por isso, o médico sugeriu que voltássemos imediatamente ao hospital.

Uma longa novela pela frente

Capítulo 1 – Más notícias

Fomos direto até o ambulatório da área de HNO, aquele mesmo local da consulta anterior à operação. Explicamos o que havia acontecido e esperamos mais ou menos uma hora para ser atendidos.

Um médico residente chegou para avaliar o nariz e viu que, provavelmente, havia um hematoma que precisava ser tratado, para que não evoluísse para uma infecção. Chamou, então, um médico-chefe, pois seria necessário fazer uma pequena incisão para puncionar o sangue.

Anestesiaram o nariz e começaram o procedimento. Enquanto o médico-chefe fazia o pequeno corte e a punção, o residente segurava forte as mãos do Tiago, em um gesto muito amável. Eu olhava, meio de longe, e baixinho dizia “obrigada!” a ele, que me acenava de volta com a cabeça.

Recebemos antibióticos e a orientação para voltar logo cedo na manhã seguinte, para uma nova avaliação. E, principalmente, o Tiago deveria vir de jejum, pois uma nova cirurgia poderia ser necessária. Imaginem como ficamos desapontados…

Capítulo 2 – Demora e cansaço

Quarta-feira, acordamos bem cedo e fomos até o ambulatório. Ele em jejum. Fomos atendidos por uma recepcionista que, na minha opinião, não gosta de ter que lidar com gente todos os dias… Que pena pra ela e pra todos os pacientes.

Ela pediu para que aguardássemos a nossa vez. Demoramos mais de duas horas para ser chamados. E lembrem: o Tiago estava cansado e não havia comido nada…

Quando nos chamaram, eu torcia muito para que o mesmo médico amável do dia anterior pudesse nos atender. Mas, infelizmente, era a vez de outro médico residente. Ele também foi muito cordial no atendimento, mas, mais do que cordialidade, ele passava um ar de despreparo e incerteza, que nos incomodava bastante.

Olhou as narinas e chamou o médico-chefe. Dessa vez, também veio outro. Avaliaram, limparam o ferimento e disseram que, pelo menos naquele dia, não seria necessária outra cirurgia. Mas que teríamos que voltar no dia seguinte e que o Tiago deveria estar de jejum novamente.

Capítulo 3 – Demora, cansaço e nervosismo

Quinta-feira, a mesma história. Acordamos cedo e fomos até o ambulatório. Ele cansado e de jejum. A mesma recepcionista antipática nos atendeu. Esperamos novamente mais de duas horas e fui até a recepção em busca de informação.

– Olá, tudo bem? Meu marido está se recuperando de uma cirurgia. Está cansado e de jejum. A senhora sabe nos dizer quando, mais ou menos, ele deve ser atendido?

– Não sei dizer, precisa esperar.

– Certo… Ontem esperamos mais de duas horas e hoje também. A senhora não sabe nem quantos pacientes serão atendidos antes dele?

– Não tem como saber. E é normal demorar… 

Mas pra mim não era normal deixar uma pessoa que está se recuperando de uma cirurgia, cansada e sem comer nada, tanto tempo esperando por uma consulta que, provavelmente, seria tão ruim e tão rápida como no dia anterior.

Enquanto isso, o Tiago dormia e roncava alto, encostado na parede da sala de espera. Imaginem a cara das demais pessoas que também aguardavam… Eu só olhava e sorria um sorriso amarelo. 

Chegada a nossa vez, o mesmo médico residente do dia anterior nos recebeu com a mesma cara de despreparo. Mal viu a narina do Tiago e já foi ligando para um chefe, pois não sabia muito bem o que fazer.

Para piorar, nenhum dos médicos-chefes estava disponível para nos ajudar no momento. E tivemos que aguardar mais duas horas. Ou seja, além de não ter comido no café da manhã, o Tiago também estava ficando sem almoço.

Quando finalmente apareceu um médico-chefe, a história se repetiu mais uma vez: avaliaram, limparam e pediram para voltar pela quarta vez no dia seguinte. E, adivinhem: ele deveria estar novamente em jejum, pois ainda havia risco de outra cirurgia.

Ao ouvir tudo isso, fiquei extremamente nervosa. AQUILO NÃO ESTAVA CERTO! Comecei, então, a me queixar com o médico e com os funcionários que passavam pela ala. Até que, graças a Deus, encontrei uma enfermeira que realmente se importava em nos ajudar.

Ela teve a paciência de me ouvir explicar sobre meu descontentamento e disse que, no dia seguinte, ela daria um jeito de fazer com que o Tiago fosse o primeiro a ser atendido. Na hora, agradeci muito, mas confesso que não conseguia acreditar muito no que ela estava dizendo…

Capítulo 4 – Graças à santa enfermeira

Também chegamos bem cedo ao hospital na sexta-feira. Ele novamente em jejum. Tomamos o acento na sala de espera e, antes mesmo que o Tiago pegasse no sono ao se encostar na parede, a santa enfermeira apareceu atrás do balcão da recepção, abriu um sorrisinho pra mim, estendeu a mão e fez sinal para que fôssemos atrás dela. Finalmente, as coisas pareciam melhores naquele dia!

Ela nos disse que nenhum dos médicos havia chegado ao ambulatório ainda, mas que podíamos aguardar dentro da sala de consultas, pois o Tiago seria o primeiro a ser atendido. Ficamos tão felizes, que nem mesmo o fato de termos sido atendidos pelo médico com cara de perdido roubou nossa alegria. 

Como esperado, ele verificou as narinas e chamou um médico-chefe, que veio, avaliou e pediu para que o médico que havia feito a cirurgia também viesse dar um palpite.

Na opinião do cirurgião, as narinas estavam se recuperando bem, apesar do hematoma, que já estava melhor. Segundo ele, essa “casualidade” havia ocorrido porque o desvio do septo bastante acentuado.

Assim como os colegas, pediu para que voltássemos ao hospital no dia seguinte, mas disse que o Tiago não precisaria estar em jejum. Afinal, seria sábado, dia em que apenas cirurgias de emergência são realizadas.

Pelo menos voltamos para casa mais cedo nesse dia e conseguimos almoçar no horário e descansar dessa maratona de hospital. Agradeci muito a ajuda da enfermeira.

Capítulo 5 – Mãos habilidosas

No dia seguinte, conseguimos dormir até mais tarde, pois o ambulatório abre às 11 horas no fim de semana. Tomamos um bom café da manhã e partimos para o hospital.

Mais uma vez, aquela santa enfermeira nos colocou direto na sala de consultas. E uma médica residente, muito prestativa e com mãos extremamente habilidosas, apareceu pra olhar o nariz do Tiago.

Diferentemente do colega, ela sabia o que estava fazendo e era muito, muito competente. Deu gosto de ver. Limpou bem as narinas, conseguiu avaliar sozinha, mas disse que era preciso voltar na manhã seguinte, para controlar a evolução do caso.

Capítulo 5 – Dr. Coice

No domingo de manhã, lá estávamos nós novamente no hospital. Pensávamos que haveria a chance de encontrar a médica habilidosa do dia anterior. Porém, o que aconteceu foi praticamente o contrário.

Quem atendeu o Tiago foi um médico-chefe. Chegou atrasado e me passando uma ligeira impressão de arrogância. Li na cara dele que, naquele dia, as coisas poderiam ser um pouco desagradáveis…

Uma enfermeira chamou o Tiago para a sala de consultas. O tal médico já estava lá dentro. Eu tinha comigo todas as cartas escritas por todos os médicos com os relatos do que havia sido feito em cada um dos dias da nossa peregrinação no hospital. Mas ele não deu muita atenção.

Diferentemente de que todos os colegas haviam feito, já foi enfiando nas narinas do Tiago o sugador para retirar os coágulos de sangue sem antes colocar um medicamento para abrir um pouco as cavidades.

Narina direita primeiro, a que não estava com o hematoma. E já vi o Tiago agarrar a cadeira e se contorcer de dor bem à minha frente.

Narina esquerda depois, a que estava sensibilizada. Foi a primeira vez que vi meu marido berrar de dor. Uma dor tão forte que, com um rápido impulso, fez com que o Tiago empurrasse o médico para longe de si. Por pouco e ele não desmaiou de tanta dor.

Até agora, penso que a brutalidade desse médico mais prejudicou a recuperação da narina do que auxiliou. 

Fomos pra casa tentar nos recuperar daquele dia. E apelidamos “carinhosamente” o tal médico de Dr. Coice.

Respirando aliviados

Era segunda-feira novamente, o último dia de afastamento do Tiago do trabalho, e ele mal tinha conseguido descansar e se recuperar de todas as desventuras da semana anterior. Por isso, em vez de ir ao ambulatório do hospital, fomos à clínica do otorrinolaringologista, pois ele precisaria de mais um pedido de licença.

A avaliação feita pelo médico foi positiva. A mucosa não estava totalmente recuperada, mas o quadro já não era não ruim. Pelo menos, toda a espera, nervosismo e sofrimento dos dias anteriores não haviam sido em vão.

Ao longo desta semana, voltamos outras duas vezes a esse médico, para controle. E a cada dia, o Tiago tem se sentindo melhor, mais disposto.

O que tem ajudado – e muito! – nessa melhora são as lavagens da narina com soro. Tivemos a ideia de fazer isso sozinhos em casa, começamos com uma seringa pequena, jogando soro aos pouquinhos nas cavidades nasais, apenas para umedecer e tentar limpar a mucosa. Aí, contamos ao médico, e ele prescreveu este pequeno kit, abaixo, específico para essas lavagens.

O kit que compramos é exatamente igual a esse. A imagem eu peguei na internet

Semana que vem, o Tiago volta ao trabalho e acreditamos que a nossa rotina voltará quase ao normal. Ou seja, finalmente, tanto ele quanto eu estamos conseguindo respirar aliviados. 

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7 comentários em “Hospital na Alemanha – nossa primeira experiência

  1. 😥 nossos corações sentiram a dor de vocês… especialmente por não podermos estar juntos cuidando…mas estamos agradecidos a Deus que jamais os tem desamparado. Amamos vocês e contamos os minutos para poder abraça-los e mima-los . 😘❤🇧🇷

    Curtido por 1 pessoa

      1. Continuamos orando por vcs, Pela recuperação do Tiago e para que Deus continue os abençoando. Saudades meus queridos, espero poder vê-los logo. Um grande abraço.

        Curtido por 1 pessoa

  2. Meu Deus quanto sufoco! Chocada com tudo isso! Decepção total! Jamais imaginaria tal atendimento e/ou falta dele! Nenhuma empatia!
    E o banho? Como não tomar banho? Se ficar um mês não toma banho! Absurdo! O banho traz bem estar! Traz conforto! Sem falar que limpa as impurezas da cirurgia! Que loucura!
    Graças a Deus ainda existem pessoas boas como o residente e a enfermeira!
    Já fiquei com pé atrás nesse quesito hospital!

    Curtido por 1 pessoa

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